Conheça e tire todas as suas dúvidas sobre o Second Life
Você já ouviu falar, mas não sabe o que é? Veja se este você quer fazer parte desse admirável mundo virtual.
O que é o Second Life?
O Second Life é um ambiente virtual em
que avatares - representações visuais de usuários ou “habitantes” -
podem interagir. Se você conhece “The Sims”, é algo superficialmente
parecido, ou seja, mais um ponto de encontro para socialização que um
jogo com objetivos. No entanto, o Second Life é radicalmente diferente
em um aspecto importante: o mundo inteiro - atrações, objetos, eventos
- é criado pelos habitantes e pertence a eles.
Já ouvi algo a respeito, envolvendo o nome Linden. O que é Linden?
Você
pode ter visto o Second Life sendo chamado de SL ou talvez de Linden. A
companhia que desenvolve e hospeda o SL é a Linden Lab - Deus, a
natureza e o governo do Second Life, como a chamam os residentes
(alguns com medo, como falaremos em breve).
E eu com isso?
O Second Life pode importar se você considerar que, onde há relação de posse, há comércio.
Por que alguém deveria gastar tempo com o Second Life?
Por
que as pessoas têm hobbies? O World of Warcraft foi comparado ao golfe,
como um evento de relacionamento corporativo, e muitos internautas
participam por anos de listas de discussão e chats. Nesse contexto, o
Second Life é um tipo de diversão (já que avatares, pertences e imóveis
podem ser atualizados, enfeitados e personalizados eternamente), bem
como um ponto de encontro para eventos culturais como conversas e
concertos.
E não subestime a possibilidade de as pessoas por se
reunirem. Como mencionamos, o SL é parecido com o Sims, não há jogo nem
objetivo. E os títulos da série Sims são, sem dúvida, alguns dos mais
populares de todos os tempos.
Alerta irônico: o SL foi lançado em 2003, pouco depois do
lançamento do The Sims Online - uma versão MMORPG (sigla em inglês para
algo como RPG on-line para número massivo de jogadores) do game. A
maior parte dos observadores sentiu que o SL estaria em desvantagem
para competir com o Sims Online, já que este último tinha uma taxa
muito maior de reconhecimento do nome. O que aconteceu, então? Três
coisas: barreira para entrar (apesar de haver uma versão gratuita de
teste, a assinatura mensal custa 10 dólares), jogos ilimitados e
(novamente) posse de criações virtuais.
Então Linden Dollars são a moeda deste mundo de faz-de-conta?
Certamente
são a moeda do Second Life, mas os Linden Dollars (L$) também podem ser
comprados e vendidos - por moedas do mundo real - em diversas operações
de câmbio online. Em outras palavras, você pode não apenas gastar
dólares de verdade para comprar Linden Dollars (no caso de ter algo que
você queira comprar para usar dentro do SL) como também pode converter
o que você ganhar dentro do game em dólares de verdade. A taxa de
câmbio gira em torno de L$ 300 para 1 dólar. No fim da primeira semana
de janeiro, o mercado de câmbio da Linden (o Lindex) fechou em 269,8.
As taxas são moderadas e ajustadas pela Linden Labs, apesar de os
termos de serviço do SL estipularem que a meoda não pode ser resgatável
para valor pelo próprio Linden Lab.
Então é só conversar, andar e consumir?
Não.
O SL já sediou uma série de eventos culturais (concertos, conversas,
debates). Há inúmeras áreas de jogos. Um professor de economia de uma
universidade de Indiana recebeu 240 mil dólares da Fundação MacArthur
por desenvolver e estudar uma área temática ligada a Shakespeare. A
agência de notícias Reuters abriu um escritório no SL para
desenvolvimento de negócios técnicos, culturais e de documentação.
Dois milhões de pessoas fazem isso?!
É
o que diz a Linden Labs, apesar de os jornalistas, como Clay Shirky,
colocarem um olhar cada vez mais desconfiado sobre esse número. De
acordo com dados da própria Linden, o número de avatares inscritos
habilitados para entrar no sistema era de 2,5 milhões de pessoas em 11
de janeiro. Mais de um terço, ou 893 mil, se conectaram nos últimos 60
dias.




